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Universalidade e particularismos: a colonialidade de gênero, os feminismos, os movimentos de mulheres.

Data
1 Mar – 1 Jul 2022
Local
FFC Unesp Marília

A disciplina ministrada no âmbito da Pós-Graduação em Ciências Sociais da Unesp/FFC- Marília, propôs focalizar os debates contemporâneos a partir da perspectiva da universalidade e particularidade que tem gerado divergências teóricas entre defender as lutas identitárias ou encorajar sua inclusão como política universal. Desde o colonialismo, aguçado pelo imperialismo, os grupos identitários, possuem um déficit social histórico as diversas formas de lutas, de resistências na América Latina, incluindo o Brasil, tem demonstrado como os coletivos, movimentos de mulheres e feministas e LGBTQ+ se constituíram para enfrentar as questões de gênero em intersecção com classe, etnia, geração e sexualidades. A colonialidade de gênero é um fenômeno histórico que intervém e permanece entranhada na sociedade uma vez que se vê sustentada pelo conhecimento da universalidade, onde os particularismos ainda são evitados como sendo pouco sustentáveis. Nesse milênio, as pautas desse grupos tem colocado em xeque a democracia social. Há uma pulsão pelo “Descolonizar “ as relações sexistas, o racismo e a heteronormatividade, que com uma visão hegemônica do feminismo ocidental, silenciou as demandas sociais vigentes. As experiências vividas na contemporaneidade passaram a ser pensadas a partir de perspectivas decoloniais que investiram nas especificidades dos sujeitos, na diversidade de existências em contextos históricos próprios. Portanto, a questão colocada pela disciplina foi: Como os grupo minoritários, sem representatividade política, deslocados socialmente e sem oportunidade de recursos poderão acreditar no discurso do Bem Estar Social para todas, todes e todes?. Os múltiplos golpes de estado, os populismos emergentes que ocorreram na América Latina, a proliferação da pobreza, as disputas políticas no interior das resistências, as diversas formas de violência e a cultura local proporcionam um colorido específico complexo onde machismo, branquitude, racismo e homofobia afloram. A tentativa de enfrentar estas questões têm exigido a construção de novas estratégias e abordagens, a reformulação de conceitos/categorias, questões que foram apontadas ao longo da disciplina.