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Notícia Artigos

Feminismo Decolonial e “América Invertida”.

Data
30 de novembro de 2017

Nós do LIEG acabamos de finalizar mais um ciclo de estudos com sucesso!!

Neste semestre trabalhamos alguns artigos do livro “Traduções da Cultura. Perspectivas críticas feministas (1970-2010), UFSC 2017.

Dentre as discussões, destacamos os conceitos de colonialidade de gênero, epistemologia do sul e feminismo interseccional e decolonial. Contamos com a ajuda de mulheres marabilhosas como Breny Mendoza, Avtar Brah e Maria Lugones para entender um pouquinho mais sobre nossa identidade e contribuições enquanto mulheres latino-americanas e assim, elaborarmos nossas próprias proposições teóricas acerca da realidade.

Adotamos uma perspectiva que desterritorializa o conhecimento, descoloniza as teorias e desestabiliza os discursos. MENDOZA, 2010.

E aprofundando nossas pesquisas, conhecemos uma arte chamada “América Invertida” (1943), de Joaquín Torres García, Montevidéu 1874-1949.

“Tenho dito Escola do Sul porque, na realidade, nosso norte é o Sul. Não deve haver norte, para nós, senão por oposição ao nosso Sul. Por isso agora colocamos o mapa ao contrário, e então já temos uma justa ideia de nossa posição, e não como querem no resto do mundo. A ponta da América, desde já, prolongando-se, aponta insistentemente para o Sul, nosso norte.” Joaquín Torres García. Universalismo Construtivo, Buenos Aires: Poseidón, 1941

“América Invertida”, segundo Maria Marmelo (FLUP, 2014) é um poderoso símbolo de afirmação de uma identidade cultural. A obra pode ser vista como uma metáfora: mais do que fazer girar o mapa sobre o seu eixo, o artista propôs que, também na arte, o hemisfério sul se invertesse. […] Desenhar um mapa tem portanto um significado muito mais forte. Como bem sabemos, quem desenha os territórios e cria as linhas imaginárias são os povos vencedores. […] Por isso tudo, América Invertida é uma tentativa de desnaturalização porque contraria os poderes hegemônicos, propõe uma revisão das hierarquias e rejeita os poderes coloniais.

Portanto, para as investigações de gênero, recomendamos e compartilhamos estas nossas descobertas com todes!